O ABC é mesmo um clube fora de série, depois de viver em 2006 o pior ano de sua história, deu a volta por cima e em 2007 provou que continua sendo e sempre será o Mais Querido e vitorioso clube do Rio Grande do Norte. Foram tantas conquistas no futebol masculino e feminino, no Futsal e nas divisões de base...
Estamos nos despedindo de 2007 de forma muito diferente da que nos despedimos de 2006, mas depois de uma análise mais cuidadosa arrisco afirmar que jamais deveremos esquecer o ano de 2006. Foi graças a nossas experiências de 2006 que conseguimos as vitórias de 2007 e pavimentamos o caminho para novas conquistas em 2008.
O ano de 2006 teimou e quase não foi embora. Só em 18 de março de 2007 nos despedimos definitivamente de 2006 com uma derrota acachapante de cinco a zero diante do ASSU em pleno Frasqueirão.
Já no dia seguinte começamos o vitorioso ano de 2007. A diretoria agiu rápido, promoveu as mudanças necessárias na comissão técnica e manteve a confiança no grupo de atletas formado.
Com a chegada do vitorioso Professor Ferdinando Teixeira, a equipe ganhou cara nova imediatamente. O professor resgatou a auto-estima dos jogadores e deu um novo padrão de jogo ao time que se sagraria Campeão Estadual do Rio Grande do Norte pelo 49ª vez.
Em 2007, vivemos a mais emocionante final de Campeonato Estadual da história do futebol potiguar, ainda mais emocionante que a final de 1999, quando Marcelo Fernandes nos deu o título em um golaço contra. Quando a crônica esportiva e muitos outros afirmavam que não tínhamos a mínima chance de vencermos o arqui-rival América, mostramos que no futebol não há vencedores ou derrotados de véspera, mostramos que a humildade e o trabalho são o caminho para o sucesso.
Depois do “Massacre do Frasqueirão”, quando o ABC venceu o adversário por um sonoro 5 X 2, o América não encontrou mais o rumo e acabou sendo rebaixado da Série A de forma tão humilhante a ponto do Íbis Sport Club desejar passar para o América o título de pior time do mundo, pelo menos foi o que me contaram.
Sim, foi uma final fantástica, espetacular e eu “Cinco Muito”, mas as chuteiras da humildade são equipamentos mais adequados para a prática do futebol que os salto-altos com os quais o rival costuma entrar em campo.
No Campeonato Brasileiro, vivemos uma decisão a cada jogo e em uma partida emocionante diante do Bragantino conquistamos uma das vagas para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008 e antecipamos o Carnatal, que nesse ano de 2007 se transformou em um verdadeiro ABCfolia.
Foi um ano inesquecível esse de 2007. Vimos a raça de Ben-Hur, a classe de Nildo, as defesas de França e Raniere, os gol de Bebeto, a solidez de Allan, Bruno Lourenço, Fabiano e Adelmo, vimos o surgimento de grandes promessas como Rodriguinho e João Paulo. Tivemos a alegria de ver a volta de Ivan, “O Terrível”, que com sua habilidade e velocidade foi determinante para a conquista do acesso do ABC a Série B, sofrendo pênaltis decisivos e colocando os companheiros “na cara do gol” por varias vezes. Assistimos o amadurecimento de Nêgo como atleta, jogador e artilheiro, vimos o garoto se transformar em um grande profissional, habilidoso no apoio ao ataque, firme na contenção do adversário e decisivo na hora de marcar gols.
Muitos dos heróis de 2007 já nos deixaram e em seu lugar fica a saudade e nossos votos de sucesso em suas novas equipes. Mas um garoto em especial nos deixará uma saudade do tamanho da Frasqueira. O guerreiro menino, Wallyson, agora homem feito, profissional reconhecido pela sua habilidade excepcional e pelo grande potencial de se tornar um craque do futebol brasileiro, deixou o ABC e alçou vôo Brasil a fora. Vá, garoto, buscar seus sonhos, vá encantar o Brasil e o mundo com sua classe e dribles desconcertantes, vá com sua velocidade marcar gols pelos campos da vida, vá que a camisa amarelinha cai bem em você. Aqui ficamos todos torcendo por você e aguardando a sua volta.
Se o ABC deu show em 2007, a Frasqueira foi maravilhosa. Com chuva ou sol forte o Frasqueirão esteve sempre lotado. A Frasqueira não deixou de apoiar o ABC um só instante, mesmo após o ABC ser goleado ou quando tudo levava a crer que o Mais Querido iria “morrer na praia” e não conseguiria o sonhado acesso à Série B, o Frasqueirão foi sempre um verdadeiro caldeirão, onde ninguém conseguiu vencer o ABC durante todo o Campeonato Brasileiro.
Ah! Essa Frasqueira! De onde vem tanta paixão? De que é feita essa torcida?
A Frasqueira é forjada do mais puro aço inoxidável, é feita do sangue e da memória de seus heróis, de homens e mulheres, adultos e crianças que são capazes de abrir mão de parte de suas vidas para se dedicar ao ABC, que são capazes de enfrentar longas caminhadas com um sorriso nos lábios para ver o Mais Querido em campo. Homens e mulheres que se alegram ou choram como crianças nas vitórias e nas derrotas do Time do Povo. Homens e mulheres que não temem sol ou chuva, que não desistem nunca, que acreditam sempre, que desejam apenas o impossível e muitas vezes conseguem contrariar a matemática e a lógica e realizam seus sonhos.
Em 2008, os sonhos desses milhares de loucos pelo ABC continuam e cada Frasquerino irá, se preciso, buscar tomar o céu de assalto para juntos plantar a semente do novo ABC e finalmente conquistar, com trabalho e humildade, um lugar sob a sombra da árvore dos grandes campeões brasileiros.
A humildade foi, é e continuará sendo a marcar maior do ABC, que sabe que só os verdadeiramente grandes são legitimamente humildes e só os humildes merecem legitimamente ser grandes. A arrogância e a prepotência enfraquecem os grandes guerreiros, resseca o coração e cega os olhos.
Que em 2008 cada abcdista possa ser não apenas um torcedor ainda melhor e mais apaixonado, mas um cidadão mais consciente e responsável. Que cada homem e mulher alvinegra possa desfrutar da alegria do futebol e do esporte e possa também desfrutar o melhor da vida. Que todos possam entender que a paz deve ser perseguida dentro e fora dos estádios, que todos possam entender que estamos na vida a passeio e que podemos desfrutar dessa viagem com sorrisos nos lábios e coração tranqüilo.
Assim só nos resta desejar boa sorte a todos os atletas que se despedem do ABC, desejar sorte maior ainda aos que ficam e aos que chegam, para que calçados com suas sandálias da humildade, consigam o tão sonhado 50º título de Campeão Potiguar. Que o Professor Ferdinando Teixeira continue com sua mente iluminada, que o nosso presidente Judas Tadeu continue honrado o ABC com seu árduo trabalho, como sempre fez, ao lado da diretoria e do Conselho. Que o Frasqueirão continue repleto de mulheres e crianças, que os casais de namorados, casados ou não, possam aproveitar a alegria de nossa casa para aumentar seus laços de amor. Que ao final do ano a armadura alvinegra inoxidável possa receber mais uma estrela para fulgurar ao lado das demais conquistas sempre com muita luta e sofrimento.
Feliz 2008 e que tudo se realize no ano que vai nascer.
Estamos nos despedindo de 2007 de forma muito diferente da que nos despedimos de 2006, mas depois de uma análise mais cuidadosa arrisco afirmar que jamais deveremos esquecer o ano de 2006. Foi graças a nossas experiências de 2006 que conseguimos as vitórias de 2007 e pavimentamos o caminho para novas conquistas em 2008.
O ano de 2006 teimou e quase não foi embora. Só em 18 de março de 2007 nos despedimos definitivamente de 2006 com uma derrota acachapante de cinco a zero diante do ASSU em pleno Frasqueirão.
Já no dia seguinte começamos o vitorioso ano de 2007. A diretoria agiu rápido, promoveu as mudanças necessárias na comissão técnica e manteve a confiança no grupo de atletas formado.
Com a chegada do vitorioso Professor Ferdinando Teixeira, a equipe ganhou cara nova imediatamente. O professor resgatou a auto-estima dos jogadores e deu um novo padrão de jogo ao time que se sagraria Campeão Estadual do Rio Grande do Norte pelo 49ª vez.
Em 2007, vivemos a mais emocionante final de Campeonato Estadual da história do futebol potiguar, ainda mais emocionante que a final de 1999, quando Marcelo Fernandes nos deu o título em um golaço contra. Quando a crônica esportiva e muitos outros afirmavam que não tínhamos a mínima chance de vencermos o arqui-rival América, mostramos que no futebol não há vencedores ou derrotados de véspera, mostramos que a humildade e o trabalho são o caminho para o sucesso.
Depois do “Massacre do Frasqueirão”, quando o ABC venceu o adversário por um sonoro 5 X 2, o América não encontrou mais o rumo e acabou sendo rebaixado da Série A de forma tão humilhante a ponto do Íbis Sport Club desejar passar para o América o título de pior time do mundo, pelo menos foi o que me contaram.
Sim, foi uma final fantástica, espetacular e eu “Cinco Muito”, mas as chuteiras da humildade são equipamentos mais adequados para a prática do futebol que os salto-altos com os quais o rival costuma entrar em campo.
No Campeonato Brasileiro, vivemos uma decisão a cada jogo e em uma partida emocionante diante do Bragantino conquistamos uma das vagas para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008 e antecipamos o Carnatal, que nesse ano de 2007 se transformou em um verdadeiro ABCfolia.
Foi um ano inesquecível esse de 2007. Vimos a raça de Ben-Hur, a classe de Nildo, as defesas de França e Raniere, os gol de Bebeto, a solidez de Allan, Bruno Lourenço, Fabiano e Adelmo, vimos o surgimento de grandes promessas como Rodriguinho e João Paulo. Tivemos a alegria de ver a volta de Ivan, “O Terrível”, que com sua habilidade e velocidade foi determinante para a conquista do acesso do ABC a Série B, sofrendo pênaltis decisivos e colocando os companheiros “na cara do gol” por varias vezes. Assistimos o amadurecimento de Nêgo como atleta, jogador e artilheiro, vimos o garoto se transformar em um grande profissional, habilidoso no apoio ao ataque, firme na contenção do adversário e decisivo na hora de marcar gols.
Muitos dos heróis de 2007 já nos deixaram e em seu lugar fica a saudade e nossos votos de sucesso em suas novas equipes. Mas um garoto em especial nos deixará uma saudade do tamanho da Frasqueira. O guerreiro menino, Wallyson, agora homem feito, profissional reconhecido pela sua habilidade excepcional e pelo grande potencial de se tornar um craque do futebol brasileiro, deixou o ABC e alçou vôo Brasil a fora. Vá, garoto, buscar seus sonhos, vá encantar o Brasil e o mundo com sua classe e dribles desconcertantes, vá com sua velocidade marcar gols pelos campos da vida, vá que a camisa amarelinha cai bem em você. Aqui ficamos todos torcendo por você e aguardando a sua volta.
Se o ABC deu show em 2007, a Frasqueira foi maravilhosa. Com chuva ou sol forte o Frasqueirão esteve sempre lotado. A Frasqueira não deixou de apoiar o ABC um só instante, mesmo após o ABC ser goleado ou quando tudo levava a crer que o Mais Querido iria “morrer na praia” e não conseguiria o sonhado acesso à Série B, o Frasqueirão foi sempre um verdadeiro caldeirão, onde ninguém conseguiu vencer o ABC durante todo o Campeonato Brasileiro.
Ah! Essa Frasqueira! De onde vem tanta paixão? De que é feita essa torcida?
A Frasqueira é forjada do mais puro aço inoxidável, é feita do sangue e da memória de seus heróis, de homens e mulheres, adultos e crianças que são capazes de abrir mão de parte de suas vidas para se dedicar ao ABC, que são capazes de enfrentar longas caminhadas com um sorriso nos lábios para ver o Mais Querido em campo. Homens e mulheres que se alegram ou choram como crianças nas vitórias e nas derrotas do Time do Povo. Homens e mulheres que não temem sol ou chuva, que não desistem nunca, que acreditam sempre, que desejam apenas o impossível e muitas vezes conseguem contrariar a matemática e a lógica e realizam seus sonhos.
Em 2008, os sonhos desses milhares de loucos pelo ABC continuam e cada Frasquerino irá, se preciso, buscar tomar o céu de assalto para juntos plantar a semente do novo ABC e finalmente conquistar, com trabalho e humildade, um lugar sob a sombra da árvore dos grandes campeões brasileiros.
A humildade foi, é e continuará sendo a marcar maior do ABC, que sabe que só os verdadeiramente grandes são legitimamente humildes e só os humildes merecem legitimamente ser grandes. A arrogância e a prepotência enfraquecem os grandes guerreiros, resseca o coração e cega os olhos.
Que em 2008 cada abcdista possa ser não apenas um torcedor ainda melhor e mais apaixonado, mas um cidadão mais consciente e responsável. Que cada homem e mulher alvinegra possa desfrutar da alegria do futebol e do esporte e possa também desfrutar o melhor da vida. Que todos possam entender que a paz deve ser perseguida dentro e fora dos estádios, que todos possam entender que estamos na vida a passeio e que podemos desfrutar dessa viagem com sorrisos nos lábios e coração tranqüilo.
Assim só nos resta desejar boa sorte a todos os atletas que se despedem do ABC, desejar sorte maior ainda aos que ficam e aos que chegam, para que calçados com suas sandálias da humildade, consigam o tão sonhado 50º título de Campeão Potiguar. Que o Professor Ferdinando Teixeira continue com sua mente iluminada, que o nosso presidente Judas Tadeu continue honrado o ABC com seu árduo trabalho, como sempre fez, ao lado da diretoria e do Conselho. Que o Frasqueirão continue repleto de mulheres e crianças, que os casais de namorados, casados ou não, possam aproveitar a alegria de nossa casa para aumentar seus laços de amor. Que ao final do ano a armadura alvinegra inoxidável possa receber mais uma estrela para fulgurar ao lado das demais conquistas sempre com muita luta e sofrimento.
Feliz 2008 e que tudo se realize no ano que vai nascer.



