Depois de uma semana de ansiedade chegou o domingo. É dia de jogo do ABC com o Sergipe (que veste vermelho) pela Série C do Campeonato Brasileiro. Como ando com um azar daqueles, resolvo não sair de casa antes da hora de ir ao jogo; “melhor não ariscar”, vai que indo à praia me machuco ou coisa do tipo e não posso ir ao Machadão. Quanto a fase de azar não me preocupava, afinal estou com azar em várias esferas de minha vida, mas principalmente no amor, e como se costuma dizer “azar no amor, sorte no jogo e vice-versa”. E essa máxima deve ser verdadeira já que nos anos anteriores tive uma sorte danada no amor e o ABC não ganhou nada, mas só teremos certeza disso se o Mais Querido subir para a Série B esse ano, porque estou com tanto azar no amor, mas tanto, que não pego nem gripe ultimamente.
Já na tarde de domingo, visto então a minha camisa com assinatura de nosso ídolo maior, Sérgio Alves, que está de volta a sua verdadeira casa e sigo sozinho em direção ao Machadão. Chegando na bilheteria do estádio tive certeza que seriamos vitoriosos no jogo de logo mais, afinal foi Dudé (com seu Megafone) o primeiro torcedor que falou comigo, um bom presságio!
Na fila para entrar no Machadão um bebum, derramou cerveja em mim, enquanto ele me pedia desculpas, eu ria feliz, algo parecido aconteceu comigo naquele dia em que Sérgio Alves marcou, de bicicleta, o gol mais inesquecível que já vi no Machadão; só podia ser outro presságio.
Na frasqueira os 9 mil torcedores do ABC estavam tão felizes que pareciam mais de 15 mil. Juro, não tinha mais espaço livre na frasqueira, ou a animação da Nação Alvinegra ocupava quase todos os espaços do Machadão ou o cara que contou o número de torcedores não sabia contar, prefiro a primeira hipótese.
Que festa linda a entrada do Mais Querido em campo!
Bola rolando o ABCZÃO, mandava no jogo, um show: Marciano para Sérgio Alves, Sérgio Alves para Ivan, Ivan para Sérgio Alves, Sérgio Alves para Barata.... UUUUhhh! Quase! E mais para trás Dário era o motor alvinegro, na defesa Bruno Lourenço e Marcão garantiam a nossa tranqüilidade. Jogo Fácil!
Um torcedor (des)conhecido me perguntou qual era o meu palpite de placar e respondi 3 X 0 para o Mais Querido, quando Marciano faz boa jogada e passa para Barata livre mandar para as redes, ele, o (des)conhecido, me diz “você vai acertar”. Claro! Respondi para ele.
O Sergipe não era de nada, “um timeco fulero que só tava pontapé”. E de tanto dá pontapé teve um dos seus jogadores expulso. Aí começava os nossos problemas.
O cartão vermelho do árbitro devia ter alguma mandinga, ou catimbo, olhe que não acredito nessas coisas, mais o fato é que a expulsão de um jogador de vermelho deu mais força ao Sergipe, mesmo assim Barata marca o segundo gol, levando a frasqueira a loucura. Nessa altura da partida todos já falavam em goleada.
Mas o árbitro para ajudar o Sergipe expulsou o Treinador Vermelho impedindo que ele continua-se dando orientações erradas a sua equipe. Com a expulsão do treinador o Sergipe se organizou em campo.
No intervalo do jogo estava todo mundo eufórico com a vitória parcial. Criticas apenas para o garoto Nêgo, que de fato não mostrava seu melhor futebol.
Começa o segundo tempo: é hora da goleada!
Mas não contávamos com o que aconteceria no segundo tempo. Parece que o time do Sergipe foi beneficiado pelas expulsões. Eles estavam errando tanto que cada jogador que era expulso era um a menos para errar, e assim o time que acabaria com apenas oito em campo ia, a cada cartão vermelho, ganhando força e subindo de produção.
A goleado foi se transformando em frustração com os gols de Dero e Fábio Silva para o Sergipe. “Como diabos era possível uma coisa dessas?” O Sergipe chegou ao empate!
Sem percebe que a força do Sergipe vinha dos cartões vermelhos o torcedor vaiava o garoto Nêgo e se desentendia nas arquibancadas, cenas para esquecer!
O Nêgo sabia que o problema não era ele e sim daqueles cartões vermelhos (vermelho - a mesma cor do Sergipe) e assim arrancou pela direita do campo de ataque ao lado da frasqueira, que o vaiava sempre que tocava a bola, passou de todo mundo, cortou para a esquerda e com a pena canhota deu um chute de fora da área, uma verdadeira “bomba” que explodiu no gol vermelho derrubando o Sergipe, assim como os aviões de Bin Lade explodirão o WTC a exatos 4 anos, completados nesse 11 de setembro. Só que a “bomba” de Nêgo, explodiu como uma de bomba de alegria, trazendo paz para a frasqueira.
O árbitro ainda tentaria ajudar o Sergipe com um novo cartão vermelho, mas era tarde demais, no Machadão com ou sem mandinga quem manda é o ABC.
Nêgo foi o Bin Lade do bem, contra a mandinga vermelha.
Disso tudo tiro uma conclusão: se azar no amor é sorte no jogo, o time do Sergipe é formado só por “donzelos virgens”.
Já na tarde de domingo, visto então a minha camisa com assinatura de nosso ídolo maior, Sérgio Alves, que está de volta a sua verdadeira casa e sigo sozinho em direção ao Machadão. Chegando na bilheteria do estádio tive certeza que seriamos vitoriosos no jogo de logo mais, afinal foi Dudé (com seu Megafone) o primeiro torcedor que falou comigo, um bom presságio!
Na fila para entrar no Machadão um bebum, derramou cerveja em mim, enquanto ele me pedia desculpas, eu ria feliz, algo parecido aconteceu comigo naquele dia em que Sérgio Alves marcou, de bicicleta, o gol mais inesquecível que já vi no Machadão; só podia ser outro presságio.
Na frasqueira os 9 mil torcedores do ABC estavam tão felizes que pareciam mais de 15 mil. Juro, não tinha mais espaço livre na frasqueira, ou a animação da Nação Alvinegra ocupava quase todos os espaços do Machadão ou o cara que contou o número de torcedores não sabia contar, prefiro a primeira hipótese.
Que festa linda a entrada do Mais Querido em campo!
Bola rolando o ABCZÃO, mandava no jogo, um show: Marciano para Sérgio Alves, Sérgio Alves para Ivan, Ivan para Sérgio Alves, Sérgio Alves para Barata.... UUUUhhh! Quase! E mais para trás Dário era o motor alvinegro, na defesa Bruno Lourenço e Marcão garantiam a nossa tranqüilidade. Jogo Fácil!
Um torcedor (des)conhecido me perguntou qual era o meu palpite de placar e respondi 3 X 0 para o Mais Querido, quando Marciano faz boa jogada e passa para Barata livre mandar para as redes, ele, o (des)conhecido, me diz “você vai acertar”. Claro! Respondi para ele.
O Sergipe não era de nada, “um timeco fulero que só tava pontapé”. E de tanto dá pontapé teve um dos seus jogadores expulso. Aí começava os nossos problemas.
O cartão vermelho do árbitro devia ter alguma mandinga, ou catimbo, olhe que não acredito nessas coisas, mais o fato é que a expulsão de um jogador de vermelho deu mais força ao Sergipe, mesmo assim Barata marca o segundo gol, levando a frasqueira a loucura. Nessa altura da partida todos já falavam em goleada.
Mas o árbitro para ajudar o Sergipe expulsou o Treinador Vermelho impedindo que ele continua-se dando orientações erradas a sua equipe. Com a expulsão do treinador o Sergipe se organizou em campo.
No intervalo do jogo estava todo mundo eufórico com a vitória parcial. Criticas apenas para o garoto Nêgo, que de fato não mostrava seu melhor futebol.
Começa o segundo tempo: é hora da goleada!
Mas não contávamos com o que aconteceria no segundo tempo. Parece que o time do Sergipe foi beneficiado pelas expulsões. Eles estavam errando tanto que cada jogador que era expulso era um a menos para errar, e assim o time que acabaria com apenas oito em campo ia, a cada cartão vermelho, ganhando força e subindo de produção.
A goleado foi se transformando em frustração com os gols de Dero e Fábio Silva para o Sergipe. “Como diabos era possível uma coisa dessas?” O Sergipe chegou ao empate!
Sem percebe que a força do Sergipe vinha dos cartões vermelhos o torcedor vaiava o garoto Nêgo e se desentendia nas arquibancadas, cenas para esquecer!
O Nêgo sabia que o problema não era ele e sim daqueles cartões vermelhos (vermelho - a mesma cor do Sergipe) e assim arrancou pela direita do campo de ataque ao lado da frasqueira, que o vaiava sempre que tocava a bola, passou de todo mundo, cortou para a esquerda e com a pena canhota deu um chute de fora da área, uma verdadeira “bomba” que explodiu no gol vermelho derrubando o Sergipe, assim como os aviões de Bin Lade explodirão o WTC a exatos 4 anos, completados nesse 11 de setembro. Só que a “bomba” de Nêgo, explodiu como uma de bomba de alegria, trazendo paz para a frasqueira.
O árbitro ainda tentaria ajudar o Sergipe com um novo cartão vermelho, mas era tarde demais, no Machadão com ou sem mandinga quem manda é o ABC.
Nêgo foi o Bin Lade do bem, contra a mandinga vermelha.
Disso tudo tiro uma conclusão: se azar no amor é sorte no jogo, o time do Sergipe é formado só por “donzelos virgens”.



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