Indo para a inauguração do Estádio Maria Lamas Farache, nosso agora real e lindo FRASQUEIRÃO, muitas coisas passarão em minha cabeça: o rebaixamento para a terceira divisão (que humilhação!), os quadro anos sem ganhar nada, a desclassificação nos pênaltis em Campina Grande para o Treze no último campeonato brasileiro... Mas lembrei de uma coisa em especial, que quando surgiu a idéia de construção de um estádio próprio para o ABC fui terminantemente contra, achava loucura trocar o pouco patrimônio do ABC por um estádio que nunca seria terminado e que levaria toda a receita do ABC em conservação e manutenção. Eu odiei Judas Tadeu com todas as minhas forças, odiei todos aqueles que na minha opinião eram loucos porque sonhavam com um estádio próprio.
Ao entrar no FRASQUEIRÃO pela primeira vez com sua torcida presente tive a certeza que a loucura tinha vencido e que felizmente eu estava errado, o FRASQUEIRÃO é real e viável.
Não era a primeira vez que visitava o FRASQUEIRÃO, mas me senti como se nunca estivesse estado ali, o estacionamento lotado, a movimentação de torcedores com camisas e bandeiras alvinegras, as torcidas organizadas, os amigos do Alecrim, a fila na bilheteria; deram vida ao concreto, transformaram o que era uma obra de construção civil em um legítimo e belo estádio de futebol.
No interior do FRASQUEIRÃO eu olhava para os lados com olhos de criança que visita uma loja de doces, tudo era lindo e prazeroso!
Durante a solenidade de inauguração do nosso FRASQUEIRÃO, um de meus amigos que chorava discretamente me perguntou se eu também estava chorando, levei as mãos ao rosto secando as lágrimas e disse que não, disse que era apenas a poeira do concreto novo que havia caído em meus olhos. Eu estava com muita vergonha, não era vergonha por chorar de alegria por um feito do Mais Querido, pois costumo chorar sem nenhuma vergonha nas vitórias e derrotas do ABC, a vergonha que sentia, enquanto ouvia as palavras singelas e emocionadas de nosso presidente Judas Tadeu Gurgel, era a vergonha dos que estavam errados, a vergonha dos que torceram contra o FRASQUEIRÃO, a vergonha dos que não apoiaram o clube quando ele mais precisou, sim eu estava com vergonha, vergonha de mim mesmo.
Olhei para cima e um lindo passarinho preto e branco sobrevoava o estádio, foi então que percebi que um avião passava sobre nossas cabeças deixando duas colunas de fumaça branca, nesse momento me senti melhor comigo mesmo e pensei que aquele avião de alguma forma estava, como aquela ave, homenageando o Maria Lamas Farache e se eles poderiam fazer isso sem culpa eu também poderia deixar para trás as minhas opiniões do passado e torcer pelo futuro, eu também poderia pedir desculpas a Judas Tadeu e a diretoria do ABC.
Me voltei para o meu amigo e agora sem esconder as lágrimas deu um largo sorriso e o abracei dizendo O FRASQUEIRÃO É NOSSO!
Quanto ao jogo e o estado do gramado não sei dizer nada, o que soube do jogo, soube pelos amigos e pelo rádio após o jogo, durante a partida só consegui ficar olhando para o estádio, para a torcida feliz e imaginando como será linda a nossa casa própria depois de pronta.
QUE A LOUCURA CONTAMINE A TODOS OS ABCEDISTAS E VAMOS VESTIR NOSSAS ARMADURAS ALVINEGRAS INOXIDÁVEIS E FAZER ECONOMIAS, PORQUE NÃO TARDA O DIA EM QUE CHEGAREMOS A TÓQUIO.
Ao entrar no FRASQUEIRÃO pela primeira vez com sua torcida presente tive a certeza que a loucura tinha vencido e que felizmente eu estava errado, o FRASQUEIRÃO é real e viável.
Não era a primeira vez que visitava o FRASQUEIRÃO, mas me senti como se nunca estivesse estado ali, o estacionamento lotado, a movimentação de torcedores com camisas e bandeiras alvinegras, as torcidas organizadas, os amigos do Alecrim, a fila na bilheteria; deram vida ao concreto, transformaram o que era uma obra de construção civil em um legítimo e belo estádio de futebol.
No interior do FRASQUEIRÃO eu olhava para os lados com olhos de criança que visita uma loja de doces, tudo era lindo e prazeroso!
Durante a solenidade de inauguração do nosso FRASQUEIRÃO, um de meus amigos que chorava discretamente me perguntou se eu também estava chorando, levei as mãos ao rosto secando as lágrimas e disse que não, disse que era apenas a poeira do concreto novo que havia caído em meus olhos. Eu estava com muita vergonha, não era vergonha por chorar de alegria por um feito do Mais Querido, pois costumo chorar sem nenhuma vergonha nas vitórias e derrotas do ABC, a vergonha que sentia, enquanto ouvia as palavras singelas e emocionadas de nosso presidente Judas Tadeu Gurgel, era a vergonha dos que estavam errados, a vergonha dos que torceram contra o FRASQUEIRÃO, a vergonha dos que não apoiaram o clube quando ele mais precisou, sim eu estava com vergonha, vergonha de mim mesmo.
Olhei para cima e um lindo passarinho preto e branco sobrevoava o estádio, foi então que percebi que um avião passava sobre nossas cabeças deixando duas colunas de fumaça branca, nesse momento me senti melhor comigo mesmo e pensei que aquele avião de alguma forma estava, como aquela ave, homenageando o Maria Lamas Farache e se eles poderiam fazer isso sem culpa eu também poderia deixar para trás as minhas opiniões do passado e torcer pelo futuro, eu também poderia pedir desculpas a Judas Tadeu e a diretoria do ABC.
Me voltei para o meu amigo e agora sem esconder as lágrimas deu um largo sorriso e o abracei dizendo O FRASQUEIRÃO É NOSSO!
Quanto ao jogo e o estado do gramado não sei dizer nada, o que soube do jogo, soube pelos amigos e pelo rádio após o jogo, durante a partida só consegui ficar olhando para o estádio, para a torcida feliz e imaginando como será linda a nossa casa própria depois de pronta.
QUE A LOUCURA CONTAMINE A TODOS OS ABCEDISTAS E VAMOS VESTIR NOSSAS ARMADURAS ALVINEGRAS INOXIDÁVEIS E FAZER ECONOMIAS, PORQUE NÃO TARDA O DIA EM QUE CHEGAREMOS A TÓQUIO.



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